terça-feira, 17 de março de 2009

Embaixadores do Projecto

Professor Doutor Francisco Carvalho Guerra

NOME:
Francisco José Amorim de Carvalho Guerra

FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA:
Bacharelato em Farmácia em 1954 - Universidade de Lisboa
Licenciatura em Química Farmacêutica em 1956 - Universidade do Porto
Doutoramento em Bioquímica 1964 - Universidade do Porto
Professor Agregado em 1970 - Universidade do Porto
Concurso para Professor Catedrático em Bioquímica em 1971 - Universidade do Porto

POSIÇÕES OCUPADAS:

• Junho 1958 - Agosto de 1960. "Fellow" em Farmacologia - Washington University, School of Medicine St. Louis, Mo. USA • Desde 1962 a 1964 - Presidente do secretariado dos Cursos de Cristandade no Porto • De Setembro 1964 a Julho 1965 - Curso de Pós Graduação Em "Steroid Training Program of Worcester Foundation for Experimental Biology" - Shrewsbury, Mass. USA • De 1965 a 1975 - Director do Centro de Estudos de Bioquímica do Instituto de Alta Cultura (Universidade do Porto) • Em 1973 - É eleito Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos • Desde 1975 a 1995 - Secretário Geral do Centro de Citologia Experimental da Universidade do Porto • De 1968 a 1975 - Delegado Nacional Adjunto para o Comité Científico da NATO • De 1970 a 1975 - Delegado Nacional para o Comité Desafios da Sociedade Moderna, NATO • De 1973 a 1978 - Membro do Painel dos Projectos de Investigação, da NATO e seu Presidente de 1977 a 1978 • Desde 1973 - Membro da New York Academy of Sciences • De 1976 a 78; de 85 a 88 e de 89 a 91 - Presidente da Sociedade Portuguesa de Bioquímica• De 1977 a 1978 - Membro do "Panel of Experts on the Interdisciplinary Programme of Human Implicatior Scientific Advance" (UNESCO)• Desde 1977 - Membro da Academia de Ciências de Lisboa • De 1978 a 1985 - Delegado do Reitor da Universidade Católica, Centro Regional do Porto• Desde 1985 - Presidente da Comissão Administrativa do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa• De 1985 a Junho de 1991 - Vice-Reitor da Universidade do Porto • Em 1985 - Condecorado com a comenda de "Grande Oficial da Ordem de Instrução Pública" por Sua Excelência o Senhor Presidente da República Doutor Mário Soares • Em 1986 - Delegado Nacional do Comité de Biotecnologia da CEE - DG-XII • Em 1986 - Membro do Conselho Científico das Ciências do Instituto Nacional deInvestigação Cientifica • Em 1986 - Membro do Conselho Consultivo da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica • Desde 1986 a 2002 - Membro do Senado da Universidade do Minho • Em 1987 - Membro do grupo de trabalho do Grupo Dinamizador de Biotecnologia da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica • Em 1988 - Condecorado com "A Ordem de Palma Académica" pelo Governo Francês • Em 1988 - Coordenador Nacional do Progama de Biotecnologia da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica • Desde 1988 a 1998 - Secretário Geral dos "Advanced Interdisciplinary Workshopsin Biology" que se realizaram no Centro de Citologia Experimental do JNIC • Em 1989 - Eleito Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Direcção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos • Em 1990 - Eleito Presidente da ACTD - Associação de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (sede em Lisboa).• Desde 1990 - Nomeado por Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro, Presidente do Conselho para a Cooperação Ensino Superior Empresa - CESE, até 2002 • Desde 1991 a 95 - Nomeado para o Grupo Estratégico do PRODEP (Programa de Desenvolvimento Educativo por Portugal) • Em 1991 - Representante eleito pelos 12 paises da CEE do "Monitoring Unit of LAB (Latic Acid Bacillus) • 1991 - Nomeado Representante Nacional junto do Comité de Ciência e Tecnologiada OCDE. • Em 1991 - Membro do Conselho Consultivo para a Ciência e Tecnologia da AIP • Desde 1991 - Presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa • Desde 1992 - Delegado Nacional ao Comité de Política Científica e Tecnológica da OCDE • Em 1992 - Vogal do Conselho Pedagógico do Instituto de Defesa Nacional • Em 1992 - Administrador não executivo da Televisão Independente (TVI) • Em 1992 - Nomeado Vice-Presidente da ACTD (Associação de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento) • Em 1993 - Vice Presidente da Assembleia Geral da Misericórdia do Porto • Em 1993 - Delegado Nacional do Comité de Biotecnologia da CEE • Em 1993 a 1997 - Administrador não executivo da sociedade dos Vinhos Borges & Irmão • Em 1994 - Grupo de Trabalho Ad Doc do CREST • Desde 1994 a 2001 - Eleito Presidente do Conselho Científico da Fac. de Farmácia do Porto • Desde 1994 até 2001 - Membro do Senado da Universidade do Porto • Em 1995 - É nomeado Presidente da Fundação Portugal-África • Em 1995 - No "Dia de Portugal" é condecorado por Sua Excelência o Senhor Presidente da República Doutor Jorge Sampaio com a Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo • Em 1995 - Convidado para membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra • Em 1996 - Membro do Conselho Empresarial para o Ensino e Formação Profissional • 1997 - Presidente da Associação das Universidades da Região Norte • Em 1998 - Passa a Vice-Presidente da Fundação Portugal-Africa, agora presidida pelo Senhor Presidente Doutor Mário Soares • Desde 1999 - É eleito Presidente da Sociedade de Ciências Farmacêuticas • Em Fevereiro de 1999 - Recebe Medalha de Prata da Universidade do Minho • Membro da Comissão Arbitral da Fundação para a Ciência e Tecnologia • Desde Junho de 2001 - Presidente eleito da Forestis - Associação Florestal de Portugal • Fevereiro de 2002 - Doutoramento Honoris Causa, em Ciências da Saúde, pela Universidade do Minho • Em 2003 é condecorado por Sua Santidade o Papa João Paulo II, com a Comenda de S. Gregório Magno.

Apresentou mais de 70 comunicações científicas em Conferências Nacionais e Internacionais e foi co-autor de mais de 80 artigos científicos publicados em revistas nacionais ou internacionais da área de bioquímica tendo ainda proferido duas dezenas de seminários em várias Universidades estrangeiras, nomeadamente na Universidade da Califórnia, Universidade de Washington, Universidade de Estocolmo, Universidade de Paris, Universidade de Nice, Universidade de Pamplona, Universidade Autónoma da Madeira, Universidade de Estocolmo, etc. Organizou vários Congressos Nacionais e Internacionais de Bioquímica, bem como vários cursos de verão patrocinados pela NATO.

Dr. António de Almeida Santos

NOME:
António de Almeida Santos
POSIÇÕES QUE OCUPA:
Jurista
Membro do Conselho de Estado desde 1985

POSIÇÕES OCUPADAS:
Presidente da Assembleia da República nas VII e VIII Legislaturas
Deputado nas I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX Legislaturas
Ministro da Coordenação Interterritorial no 1.º, 2.º, 3.º e 4.º Governos Provisórios
Ministro da Comunicação Social no 6.º Governo Provisório
Ministro da Justiça no 1.º Governo Constitucional
Ministro Adjunto do Primeiro Ministro no 2.º Governo Constitucional
Ministro de Estado e Assuntos Parlamentares no 6.º Governo Constitucional
Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista
Presidente do Partido Socialista
Advogado

Obras Publicadas
"COIMBRA EM AFRICA"
"ENSAIO SOBRE O DIREITO DE AUTOR"
"RA NO PANTANO"
"PELA SANTA LIBERDADE"
"JA AGORA..."
"CORPO DE DELITO"
"QUINZE MESES AO SERVIÇO DA DESCOLONIZAÇAO"
"TEXTOS POLITICOS"
"COM IRONIA E SUMO DE LIMAO"
"VIRTUOSA SABEDORIA"
"TEORIA DA INPREVISAO"


Professor Doutor Armando Luís de Carvalho Homem

NOME:
Armando Luís Gomes de Carvalho Homem

FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA:
- Frequência da Faculdade de Direito da U. Coimbra (1967/68) e aprovação na disciplina de Direito Constitucional. - Bacharel (1971). Licenciado (1974) e Agregado (1994) em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). - Doutor em Letras/História da Idade Média pela UP (1985).


POSIÇÕES OCUPADAS:

- Docente de História Medieval da FLUP (1973 ss.), sucessivamente como monitor (1973-1974), assistente eventual (1974-1976), assistente (1976-1985), professor auxiliar além do quadro (1985-1990), professor associado de nomeação provisória (1990-1995) e definitiva (1995-1998) e professor catedrático de nomeação definitiva (1998 ss.). - Ex-professor convidado da Universidade Autónoma de Lisboa "Luís de Camões" [UAL] / Departamento de História e área de Ciências da Informação e da Documentação (1989-2005). Director do Departamento de História (1991-1993) e do Departamento de Ciências Humanas (1993-1999) desta Universidade. - Centro de História da UP/INIC [Linha de Acção n.º 1: História Medieval] (1976-1997); Associação Portuguesa de História Económica e Social (1980 ss.); Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais (1985 ss.); Instituto de Documentação Histórica da FLUP (1985 ss.); Associação dos Professores de História (1986 ss.); «Corpo Directivo» da 1.ª série da Revista de História Económica e Social (1988-1991) e comissão promotora da 2.ª série (2000 ss.), Director (1994-1999) e Secretário da Redaccção (1999-2005) da Revista Anais da UAL / série História; Commission Internationale de Diplomatique (1990 ss.); Centro de Investigação Histórica - FLUP* (2003 ss., com funções de coordenador 2003-2006); Instituto de História do Direito e do Pensamento Político (2004 ss.). (* Unidade de I&D 746 da FCT)


ALGUNS TRABALHOS PUBLICADOS

1 - «État (L') portugais et ses serviteurs (1320-1433)», Journal des Savants (1987, juillet-décembre), pp. 181-203.
2 - Conselho Real ou Conselheiros do Rei ? A propósito dos 'Privados' de D. João I, dactil., Porto, 1985, 57 + 42 pp. (trabalho para a prova complementar de doutoramento). Publ.: Revista da Faculdade de Letras [UP]. História, II sér., IV (1987), pp. 9-68 (Separata, Porto, 1987).
3 - Portugal nos Finais da Idade Média: Estado, Instituições, Sociedade Política, Lisboa, Horizonte, 1990, 280 pp. (recolha de artigos).
4 - Desembargo (O) Régio (1320-1433), 2 vols., dactil., Porto, 1985 (dissert. de doutoramento/ UP). Publ.: Porto, INIC/CHUP, 1990, 636 pp.
5 - «Percursos na burocracia régia (séculos XIII-XV)», in Memória (A) da Nação [Actas do Colóquio], ed. Francisco BETHENCOURT e Diogo Ramada CURTO, Lisboa, Sá da Costa, 1991, pp. 403-423 (em col. c/ Luís Miguel DUARTE e Eugénia Pereira da MOTA).
6 - «Origines et évolution du registre de la chancellerie royale portugaise (XIIIe-XVe siècles)», Revista da Faculdade de Letras [UP]. História, II sér., XII (1995), pp. 47-76 (Separata, Porto, 1996, 32 pp.) [em col. c/ Maria Helena da Cruz COELHO].
7. Organismos académicos a que pertenceu ou pertence
1) Orfeão Universitário do Porto (OUP, 1968-1970 e 1971-1973).
2) Coral de Letras da UP (CLUP, 1970-1971).
3) Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto (AAOUP, 1973 ss.).
8. Discografia
1) Guitarra Portuguesa. Raízes de Coimbra, de Octávio SÉRGIO, execução de viola de acompanhamento em todos os temas e da 2.ª guitarra em 3 deles, Porto, ORFEO/Arnaldo Trindade, 1981. Reed. parcialmente no duplo CD Serenata Monumental, coord. José NIZA, Lisboa, MOVIEPLAY, 2003.

sábado, 14 de março de 2009

Contexto do Fado de Coimbra no Porto

Conotado com a Academia de Coimbra, tendo esta sido de facto o espaço e tempo onde surgiu o fado de Coimbra, este estilo musical não é mmais do que uma transmutação de vários tipos de musica cuja “alma mater” varia desde as sonoridades mais populares às mais eruditas.
Dado o percurso curricular de diversos cursos passarem pela cidade do Porto, essencialmente no final dos mesmos, por exemplo os cursos de engenharia e de farmácia, verificou-se uma migração das diversas tradições estudantis. Nessa amálgama de costumes inclui-se a música de matriz coimbrã, expressão usada pelo Dr. Luiz Goes, que se deu a conhecer ao mundo como Fado de Coimbra. Essa música que transpõe as origens dos diversos estuantes para um local, cujo sentimento mor é a saudade, vai sobreviver ao longo dos tempos numa penumbra marginal ao resto da sociedade, passando a ser um estilo musical quase específico do micro cosmos universitário.
É nos anos sessenta do século passado que a música de pendor intervencionista invade o universo do Fado de Coimbra e transforma esta manifestação musical peculiar, num meio de contestação privilegiado. Durante o período de proibição de eventos estudantis, luto académico, as serenatas deixaram de se fazer e houve um período de letargia em que se deixaram de fazer qualquer “manifestação estudantil” de pendor cultural.
É já após a queda do antigo regime e no final da década de setenta, que surge no Porto, devido essencialmente às particularidades dos diversos cursos que levaram os alunos que estando a realizar no Porto o final do curso e trazendo as vivências de Coimbra. Criou-se então um movimento com sede na Cidade do Porto, que reiniciou todo um conjunto de tradições adormecidas entre elas as serenatas.
Sabemos da introdução da guitarra pelo porto através do comércio do Vinho do Porto e por intermédio dos ingleses. Curioso seria referir a existência nos anos 40 do século passado de uma afinação própria da guitarra criada e utilizada no Porto, que se deixou de utilizar e se perdeu nas brumas da memória. Tendo em conta todos estes factos na deixa de fazer sentido realizar-se este conjunto de iniciativas na Cidade do Porto. Não querendo subtrair ou minimizar qualquer contributo ou origem da “música de matriz coimbrã”, ao fazê-lo estaríamos a reduzir um património intemporal e nacional a uma mera manifestação cultural de âmbito local. É com a ambição digna da responsabilidade que este marco cultural encerra que é realizado no Porto que contribuiu de forma inequívoca para a sua preservação.

Victor Serralva